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METAL CHURCH - XI

  • 8 de ago. de 2017
  • 2 min de leitura

(Shinigami Rec nac)

Desde há muitos anos há uma idolatria exarcebada pelos dois primeiros trabalhos do quinteto estadunidense e seu saudoso e primeiro vocalista David Wayne, mencionado por muitos como os melhores álbuns e o melhor vocalista”; fanatismos à parte e como fã da banda e não somente de um período concordo em parte pois os álbuns que se seguiram com o vocalista Mike Howe(ex Herectic) mostraram evolução e ótimas composições e o período que se seguiu após o retorno da banda com Ronny Munroe já não teve a mesma aceitação, mas da qual considero “The Weight Of The World” um dos melhores dos melhores dentre a discografia do MC , e a sua saída da banda foi até que comemorada por muitos velhos fãs que aplaudiram o retorno de Mr Howe inclusive eu.

XI como o título diz é o decimo primeiro trabalho de estúdio da banda e pode ser colocado também no rol dos álbuns de qualidade dos músicos.

O primeiro destaque é a produção segura e profissional por conta do próprio Kurdt Vanderhoof que deixou tudo na medida certa em termos de peso, timbragens,brilho, poder e energia nas composições sem nada soar artificial ou plástico ou old school em demasia, e a sonoridade dos caras como é característica e distinguível desde o primeiro álbum continua trazendo ótimos momentos de música pesada.

Heavy metal direto, energético e repleto de nuances está logo de cara em “Reset” (https://www.youtube.com/watch?v=fI9V5VshTsI) energia a rodo e influencias quase thrash em “Killing Your Time” , “No tomorrow” (https://www.youtube.com/watch?v=ary17dRnC3o) é mais uma rápida composição que se alterna com rápidas batidas em um violão acústico e mostra como o tempo não fez mal ao Mike Howe que está cantando horrores e parece que nunca deixou o MS, versátil, melódico e poderoso na medida certa ; “Signal Path” alterna momentos pesados e nuances mais progressivistas que lembram a época do “A Light In The Dark”; “Sky Falls In” é uma música mais cadenciada e pesada com uma linha vocal muito legal e aonde novamente eles fazem algo mais progressivista porém com vigor e energia; em “Needle and Suture” (https://www.youtube.com/watch?v=jtk3LLzYHRo) eles retornam ao seu metalzão tipico e direto com um rifferama e ritmos bem próximos do thrash metal e é um dos pontos altos; “Soul Eating Machine” é outra composição que pode estar nos set lists da banda pois é total old school no bom estilo da palavra, total Metal Church, dentre outras.

Enfim: um trabalho que traz o quinteto aos seus bons momentos e que venha um próximo ainda melhor!

A versão especial dupla importada além de autografado por todos os componentes da banda traz mais oito musicas adicionais tendo como destaque a vigorosa “The Coward” , “Blister Fist” numa linha mais thrash oldschool , a regravação do clássico “Badlands” e a versão demo de “Shadow”.

(Eduardo de Souza Bonadia)

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